Mari Caminha

terça-feira, 16 de junho de 2015

Sequência de você

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Primeiro me flagrei sorrindo para uma foto sua, aquela com sorriso de menino, despreocupado, leve, tão contrário a mim, sempre cheia de bagagens. Então vieram as mensagens, o carinho, a segurança, a rotina de você. Me apeguei ao teu afeto, teu sentimento me afetou, e eu que sempre transbordava e me doava demais, não perdi nenhuma gota de amor, você só me roubou sorrisos, nenhuma lágrima, nenhuma mágoa. Você chegou cheio de si, reivindicando seu lugar, me fazendo paz, calmaria, aquela sorte de um amor tranquilo. Você preencheu a minha insegurança com certeza, e meu coração quebrado você colou com amor. Você veio como um vento de paz, e me deixou sorrindo, acreditando em todo o afeto que eu merecia ter. Você veio me amando, me cuidando, me mostrando que esse amor calminho, era tudo que eu precisava para me curar e amar de novo. Você mudou toda aquela sequência de amores errados, de apego exagerado, de bagagens e traumas emocionais. Você veio e transbordou tanto sentimento, que até a minha razão, sempre desconfiada da emoção, deixou que você ficasse. Não houve tempestade, nem chuva, nem raios, tudo que houve foi esse dia de paz, você conquistou meu amor me amando, e eu não poderia fazer nada além de te deixar ficar.
By Marii Caminha às 05:43 Nenhum comentário:
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Enquanto tivermos de ser

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Quando você chegou meu coração já surrado de tanto amar errado, não tinha ideia do que precisava. Você chegou tão quieto, manso, cheio de carinhos roubados e sorrisos sinceros e aos poucos foi mudando as coisas e as certezas de lugar. Foi me moldando a ti. Fez uma limpa no espaço, quebrou barreiras, jogou fora velhas memórias e fez do lugar o seu lugar.
Hoje me flagrei precisando de você. Hoje percebi que você ajeitou a bagunça toda feita de mim e me fez tua. Teu abraço de paz é o melhor abrigo para a minha alma andarilha. Eu nunca achei meu lugar, eu nunca quis realmente pertencer, mas você tem isso de me fazer sentir em casa, de ser o meu lar. Não tenho ideia de como me perdi tanto em você, afundei tanto em tuas águas, mas quando vi já tinha tomado tua mão, embarcado em tua vida, lutado tuas guerras, contado tuas pintas, decorado teus movimentos, dançado a tua dança. Essa segurança de dormir nos teus braços se fez precisa.
Me reconheci em você moço. Conectei tuas dores com as minhas, e pude ser afeto, carinho e atenção onde outrora só sabia ser dor. Me enxerguei no espelho de você e vi outro mundo, outro horizonte, outra chance. Hoje não poderia me fazer cega novamente. Que arte bonita essa tua de colocar cor no meu mundo preto e branco. Que coisa interessante essa nossa de nos reinventarmos juntos, de sermos mais, de sermos calor, alegria e certeza incerta. Que sejamos infinitos enquanto bem fizermos. Que sejamos amor enquanto sem dor. E que sejamos presente, futuro, escolha e sentimento enquanto tivermos de ser.
By Marii Caminha às 11:43 Nenhum comentário:
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Levanta..

Toma uma dose de vergonha na cara e levanta essa cabeça, menina. Você já passou da idade de morrer de amor, cê chegou em um estágio da vida que não da mais, entende? Você não pode se comportar como uma criança birrenta. Se jogar na cama e fechar os olhos como se pudesse apagar o resto do mundo não vai funcionar. A vida tá te chamando, o despertador já tocou três vezes e cê vai acabar se atrasando pro trabalho, pra cruzar com o verdadeiro amor da sua vida, sei lá. Vai que hoje você não encontra com aquele cara ma-ra-vi-lho-so dos filmes americanos? Seu horóscopo tá dizendo que estamos em um mês bom pro amor, vai que dessa vez da certo? Você precisa tentar. Não era ele. Ok. Mas e daí? Ainda tem tanto cara pra ser, tanta história pra arriscar, tanta dor e tanta alegria pra sentir. Percebe? Você não tá morrendo, menina, e nem vai. Só precisa largar de frescura e aprender a abrir mão do que deu errado. Já foi. Bola pra frente. Levanta, lava o rosto, bota um batom nessa boca, toma um café e enfia a cara no mundo. A sua vida mal começou.
By Marii Caminha às 15:17 Nenhum comentário:
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Ela venceu no amor


Ela sempre foi demais para ele. De verdade. Não pela beleza, embora ela fosse verdadeiramente linda. Mas é que ela nunca se vendeu pro carrão dele, nem para os bíceps do “projeto verão” que ele cultivava com um cuidado repugnante. Ela jamais se vendeu como as moças que se atraíam pela superficialidade dele. Ela enxergou além, ela se apaixonou pelas qualidades que ele não tinha.

Ela se orgulhava de ter sido escolhida pelo cara mais cobiçado do bairro. Ela sorria diante das declarações de amor recheadas de falsidade e de erros de gramática, ela se sentia especial. Ela se sentia em um conto de fadas e ele não conseguia ser sequer um sapo. Mas, coitada, a paixão tem dessas coisas.
Era triste ver uns olhos tão cheios de verdade imersos na superficialidade de um príncipe metido e de pau, provavelmente, muito pequeno – e digo príncipe no pior dos sentidos que pode ser atribuído à palavra.
Ele saía nas noites de sexta rodeado de biscates, mas ela se contentava com as segundas-feiras em sua companhia. Ela não via o quanto ela merecia mais. Ela era tão mulher pra aquele menino que nunca virou homem. Ela tinha um sorriso tão largo, mas toda aquela falta de amor quase o apagou. Quase.
Ela esqueceu. Doeu, e provavelmente ela pensou que não suportaria. Porque, você sabe, dói mesmo. Mesmo quando a gente sabe que não tem que ser, dói. Mas passa. E pra ela passou. Ninguém lia a sua dor no seu olhar – por que ele jamais perdeu o brilho. Ela guardou aquela dor tão bem guardada que, num belo dia, nem mesmo ela a encontrou.
Ela amou um idiota – mas, quem nunca? O importante é que ela não deixou que ele levasse nenhum pedacinho dela embora. Ele veio e passou, como uma tempestade que ensina a gente a ser mais forte.
Está mais linda do que nunca. Linda, viajada e bem amada. E o melhor disso tudo é que ela não faz questão de mostrar isso pra ele e nem pra ninguém – mas essas coisas a gente percebe no olhar, né? Quem a via de mãos dadas com um cara tão desprezível não imaginava que ela fosse tão mulher, mas ela provou que é.
Ele continua com as piores companhias possíveis. Sorrindo superficialmente, amando superficialmente, vivendo superficialmente. Até ele entendeu que não merecia tanto
Ela não se boicotou, enxugou as lágrimas e tratou de ser feliz como merecia. Foi em frente, de forma leve. Por que, além do que seus olhos poderiam ver naquele momento, havia algo – e alguém – melhor. E ela sabia. Por isso, ela venceu. Ela passou e deixou marcas, porque uma mulher de verdade sempre marca. E ele… Bem, ele só passou.
By Marii Caminha às 04:19 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Carta aberta ao meu amor que ainda não chegou

Eu já passei da fase de idealizar alguém, de criar histórias improváveis e nunca tive muita paciência pra filmes de romance. Mas confesso que hoje senti saudade. E não é saudade do que já aconteceu, é do que eu gostaria que tivesse acontecido. Não é saudade de momentos que guardo na memória, é dos que eu não vivi até agora. Não é saudade de alguém que veio e foi, é de quem ainda nem apareceu.

Tá, eu sei que é estranho pensar em alguém que não se conhece. E, pasme, talvez nem exista. Pode ser que sim, pode ser que não. Eu não sei. Porém eu penso, sim, em você às vezes. Confesso.

Essa noite, eu gostaria que você estivesse aqui pra gente ter uma conversa. Sim. Você mesmo, que eu não sei o nome, a cor do cabelo e nem o número do telefone. Queria te contar sobre as fases que eu duvidei da sua existência, as que eu realmente quis que você não existisse, as que te confundi com outro alguém e as que eu torci para que você não demorasse tanto para aparecer.

Queria dizer que eu vivo bem sem você, que estou muito feliz, que aprendi a ser sozinha, que adorei descobrir a sensação de não ter que dar explicações a ninguém nunca e que vai ser difícil me acostumar novamente a dividir a sobremesa. Mas confesso que, de vez em quando, eu sinto, sim, a sua falta. E não é de hoje.

Eu senti sua falta nas vezes em que saí e vi milhões de caras iguais. O mesmo estilo de roupas, cortes de cabelo parecidos, atitudes semelhantes e papos praticamente idênticos. Sim, porque eu nunca te vi, mas sei que você é diferente deles. Eu senti sua falta quando conhecia alguém que parecia se parecer com você, mas, no final, não tinha nada a ver. Certamente, porque embora eu não te conheça, sei que um completo idiota você não é. Eu senti sua falta quando o Nando Reis cantou "All Star". Previsível, porque me dei conta que o som que eu ouço não são as gírias do seu vocabulário.

Eu senti sua falta quando vi aquele casal de velhinhos sorrindo e de mãos dadas na praia. Evidente, porque já que está demorando, eu espero mesmo que viva bastante tempo pra compensar.

E hoje eu também senti sua falta. E escrevi porque eu tenho certeza que, caso exista, você me fará muito bem, virá com tanto, que somado ao meu muito irá transbordar. Sei que será a pessoa para eu desmoronar quando o vento for forte e me sentir vulnerável e pra jogar no sofá quando a vontade for grande demais pra chegarmos até o quarto. Sei que será a pessoa que me mostrará diversos caminhos, diferentes atalhos, novos pensamentos e que ficará quando todo o resto for embora.

E é por isso que sinto tua falta. Porque sei que será a pessoa que um dia irá ler esse texto comigo, perceber que também sentiu essa saudade e dizer: Meu bem, não se preocupe, nós temos o resto da vida para matá-la.
By Marii Caminha às 13:27 Nenhum comentário:
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quarta-feira, 25 de março de 2015

pra RECOMEÇAR

Eu tenho fiéis esperanças de nunca permitir que as dores e angústias tirem de mim a felicidade de viver. De acordar, mesmo em uma manhã cinza de terça-feira onde as probabilidades de tudo dar errado ou começar mal são quase totais. Quando eu acordo nesses dias me apego nas chances de ser surpreendida por outras pessoas, sabendo que dificilmente me surpreenderei comigo, eu aposto uma parcela das minhas fichas especiais nas pessoas, talvez isso possa definir-se em esperança.
Eu aposto que vou ganhar um sorriso seguido de um bom dia, aposto que alguém vai comprar um chocolate só porque lembrou de mim ou que minhas amigas vão estar especialmente animadas conseguindo que as lágrimas saiam graças as risadas arrancadas por uma piada aleatória. Nesses dias eu aposto que você vai me chamar, dizer que sente minha falta quando eu fico emburrada, que precisa do calor de um sorriso e que meu humor faz sim total diferença.
Que as dores das antigas faltas de amor não prevaleçam nunca, nem em dias bons ou ruins. Que todos os medos que rondam a minha mente fiquem cada vez menores, a ponto de sumir. Que as incertezas não se aproximem nem um milímetro do meu coração, já que elas são extremamente contagiosas e não podem afetar o que eu tenho de melhor. Que eu continue acreditando e espalhando por ai que o amor cura. Que todas as porradas que eu tomei deixem a minha armadura mais forte e que eu saiba sempre a hora certa de baixar a guarda. Que todas as más lembranças se transformem em coragem para viver uma grande aventura outra vez, sem me privar de dar sorrisos largos e suspiros longos.
Que os teus olhos continuem me causando um choque elétrico quando encontram os meus. Que o seu abraço continue sendo o lugar mais confortável, principalmente quando ele se prolonga por você não querer se distanciar. Que eu saiba que os sorrisos são a fonte inesgotável da vida e que alguém, em algum lugar no planeta, precisa deles para sorrir também. Nós somos feitos de esperança sobre dias melhores, sobre alguém que não seja suficientemente tolo a ponto de nos largar, sobre amizades que apenas nos tire sorrisos e esperamos também pelo conforto. O conforto do sorriso, do abraço, da segurança que algo nos traz.
Vivemos esperando que as coisas melhorem. Mas, lhe afirmo sem dúvidas e provavelmente a ponto de lhe deixar sem argumentos que: O mundo é daqueles que fazem as coisas melhorarem. O mundo é daqueles que acordam nas terças nubladas e chatas e decidem fazer a melhor terça nublada da vida deles. O mundo é, definitivamente, daqueles que metem a cara com toda a coragem, que é o combustível da esperança, para bater no peito e ter a certeza de que as coisas vão melhorar, precisam melhorar.
Que além de amor, paz e paciência tenhamos o tipo de esperança que alimenta a coragem. Que tenhamos a coragem de levantar nas segundas/terças/qualquer-dia-chato da semana e dizer a nós e ao mundo que existe uma chance de recomeçar. Porque há.
By Marii Caminha às 09:01 Nenhum comentário:
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Marcadores: acredite, Essência, Mundo, pessoas, Tudo ou nada, Vontade de viver até a última gota

sábado, 21 de março de 2015

MEUS erros


09

Nem sempre eu sei pedir desculpas. É que tenho um lado orgulhoso que me enreda e me deixa meio trapalhada. Nem sempre sei dizer as coisas certas. É que às vezes fico paralisada e com medo de colocar tudo a perder. Logo eu, que gosto tanto de ganhar. Nem sempre sei ser adulta. É que, como eu já disse, não sei perder. Quero tudo para agora, pois daqui a cinco minutos não sei para onde a vida vai nos levar. E isso me assusta.

Sei que nem tudo pode ser do meu jeito, mas insisto em não aceitar as coisas. É claro que existem muitas formas certas, mas sempre acho que a minha é melhor e isso me desgasta. Deveria aceitar as pessoas como elas são, mas sempre espero demais, tenho expectativas, tenho aquela esperança boba de que algo mude com meu toque mágico. Mas não tiro coelho da cartola, pois nem cartola tenho.

Preciso parar de querer que tudo seja como eu quero. Frase estranha, eu sei. Mas vivo querendo que tudo seja como eu imaginei e as situações muitas vezes me dão rasteira, me estatelo no chão e fico sem saber o que fazer com meus pedaços feridos.
09

Esperar não é pra mim. Se eu preciso de uma coisa é para agora, não adianta ser depois. E se você não entende isso, tudo bem, deixa que eu faço e depois jogo na sua cara que fiz. É que tenho essa mania feia e jogar na cara do outro.
Ninguém é massinha de modelar. Não posso te amassar, te moldar, te arrumar da forma que quero. Você é como é, eu sou como sou e podemos nos aceitar assim ou não. A escolha é só nossa. O problema é que sempre achamos que podemos tudo, mas não podemos nada. As coisas são dessa forma, você aceita se quer. Uma pessoa só muda se quer, se tem vontade, se faz esforço. Eu não tenho poderes para mudar ninguém, mal consigo ajustar o que anda desajustado em mim. O dia que todo mundo entender isso vai ser mais fácil viver a dois, a três, a quatro, a mil.



By Marii Caminha às 08:50 Nenhum comentário:
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