quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A capacidade de se encantar

Muita gente diz que adora viajar, mas depois que volta só recorda das coisas que deram errado. Sendo viajar um convite ao imprevisto, lógico que algumas coisas darão errado, faz parte do pacote. Desde coisas ingratas, como a perda de uma conexão ou ter a mala extraviada, até xaropices menos relevantes, como ficar na última fila da plateia do musical ou um garçom mal-humorado não entender o seu pedido. Ainda assim, abra bem os olhos e veja onde você está: em Fernando de Noronha, em Paris, em Honolulu, em Mykonos. Poderia ser pior, não poderia?


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Outro dia uma amiga que já deu a volta ao mundo uma dezena de vezes comentou que lamentava ver alguns viajantes tão blasé diante de situações que costumam maravilhar a todos. São os que fazem um safári na Namíbia e estão mais preocupados com os mosquitos do que em admirar a paisagem, ou que estão à beira do mar numa praia da Tailândia e não se conformam de ter esquecido no hotel a nécessaire com os medicamentos, ou que não saboreiam um prato espetacular porque estão ocupados calculando quanto terão que deixar de gorjeta.

Não saboreiam nada, aliás. Estão diante das geleiras da Patagônia e não refletem sobre a imponência da natureza, estão sentados num café em Milão e não percebem a elegância dos transeuntes, entram numa gôndola em Veneza e passam o trajeto brigando contra a máquina fotográfica que emperrou, visitam Ouro Preto e não se emocionam com o tesouro da arquitetura barroca – mas se queixam das ladeiras, claro.

Vão à Provence e torcem o nariz para o cheiro dos queijos, olham para o céu estrelado do Atacama sofrendo com o excesso de silêncio, vão para Trancoso e reclamam de não ter onde usar salto alto, vão para a India sem informação alguma e aí estranham o gosto esquisito daquele hamburger: ué, não é carne de vaca, bem? Aliás, viajar sem estar minimamente informado sobre o destino escolhido é bem parecido com não ir.

Estão assistindo a um show de música no Central Park, mas não tiram o olho do Ipad. Vão ao Rio, mas têm medo de ir à Lapa. Estão em Buenos Aires, mas nem pensar em prestigiar o tango – “programa de velho!” São os que olham tudo de cima, julgando, depreciando, como se o fato de se entregar ao local visitado fosse uma espécie de servilismo – típico daqueles que têm vergonha de serem turistas.

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É muito bacana passar um longo tempo numa cidade estrangeira e adquirir hábitos comuns aos nativos para se sentir mais próximo da cultura local, mas quem pode fazer essas imersões com frequência? Na maior parte das vezes, somos turistas mesmo: estamos com um pé lá e outro cá. Então, estando lá, que nos rendamos ao inesperado, ao sublime, ao belo. Nada adianta levar o corpo pra passear se a alma não sai de casa.

(Martha Medeiros)

Hoje

Acredito em mim mesma, acredito que eu posso alcançar meus sonhos mesmo que isso demore, vou seguindo meu caminho e cultivando tudo o que me faz bem, com paz e harmonia. Quando chegar no fim vou sorrir, sorrir muito e agradecer a Deus por tudo o que aconteceu!

Renda-se

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
(Clarice Lispector)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Já tentei!


“Já tentei ser menos romântica, menos impulsiva, menos sensível, menos louca, me apegar com menos intensidade. Mas foi em vão, só consigo ser igual à mim.”


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Simples assim.. ;)



"Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração.
Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos."


(Caio F Abreu)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aprendendo a viver

Minha geração foi (bem) alimentada com as biografias escritas por Irving Stone, retratando homens como Michelangelo, Van Gogh ou Charles Darwin. Quando lhe perguntaram se havia algum traço que unisse estas pessoas, Stone respondeu:
“A maioria deles foi atacada, derrotada, insultada, e por muitos anos não chegou a lugar nenhum. Entretanto, cada vez que caíam por terra, tinham capacidade de recuperar-se e tentar de novo. Os grandes gênios são aqueles que nunca deram ao inimigo o poder de destruí-los”.
O comentário de Stone me lembrou “A View from the Zoo”, um interessantíssimo livro onde Gary Richmond traça paralelos entre o comportamento animal e humano. Onde este descreve o processo de nascimento de uma girafa.
Para começar, o bebê despenca de uma considerável altura, batendo com toda força no solo. A mãe, com seu longo pescoço, move-se um pouco para o lado, e vê que a cria se debate para colocar-se de pé. Imediatamente, ela estende sua longa pata, e dá um chute não muito delicado, de modo que a girafinha termina rolando sobre si mesma. Vários chutes são dados, até que, já cansada, a recém-nascida consegue finalmente levantar-se, de modo a fugir daquele comportamento agressivo.
Neste momento, ao invés de ficar orgulhosa, a mãe tem uma atitude estranha: de novo chuta a sua cria, que cai e torna a levantar-se mais depressa.
Por quê? Ela quer que a girafinha aprenda rápido que irá viver em um mundo cheio de leões, hienas, leopardos, caçadores.
Se não aprende logo a levantar-se quando cai, jamais irá poder desfrutar a vida que tem pela frente.

#ficadica!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Nostalgia ;x


     Sabe aquelas horas do dia em que você vive momentos simplesmente nostálgicos? Pois é, aconteceu comigo hoje.

     Nostálgico porque lembrei de algo que minha mãe sempre me dizia quando eu chegava em casa:

          - Quando você chegar em casa, você tem que trocar de roupa. Se não, você continua lá no trabalho!

     De fato, hoje consegui perceber o quanto isso é real.

     Saí do trabalho, cansada. Parei em um café com uma amiga para conversar por alguns instante e parti sem uma direção definida. Enfim, encontrei o supermercado que sabia que precisava passar mas que achava estar longe o suficiente para não me preocupar com aquilo no momento.

     Entrei, olhei, olhei, olhei, comparei, analisei. De fato, supermercado para mim é lugar de relaxar. Olhar tudo que quero e que não quero. Analisar necessidade e futilidade e decidir em comprar apenas o essencial. Jura que consigo né ;)

     Depois de finalizada a compra, fui em direção ao meu apartamento.

     É estranho você olhar ao redor e encontrar milhares de pessoas andando e, olhando para o nada. Com olhares em pontos fixos sem nem perceberem quem passa ao lado. Talves pensando sobre a familia, amigos, trabalho.. Enfim, distantes de tudo.
Posso ter meus dias distantes, mas procuro aproveitar o máximo de tudo que estou vivendo. Cada sopro de vento, cada pássaro, cada árvore, cada prédio antigo, me deixam em estado de êxtase. E eu gosto disso. Saber que eu sou um estranho, em um lugar estranho, com pessoas estranhas.

     Pode parecer loucura, mas me sinto cada vez mais completa. Pois, mesmo que esteja distante.. consigo ser eu mesma, com as minhas manias, meus gostos, minhas decisões.

     Então, voltando ao assunto da nostalgia.. kkk.

     Fui longe no pensamento.

     Hoje uma das melhores coisas que fiz, foi chegar em casa, tirar a calça e a camisa social e ficar de shorts e regata. Sem saltos ou chinelos. Descalça. Com um coque na cabeça e a certeza: Minha próxima jornada esta para começar!

     Enfim, ainda tenho uma casa pra limpar e muito assunto pra estudar! kkkk
     
Ótimo final de tarde e, até mais!

Bjs